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Com o fim do regime militar, em 1985, surgiu um novo ambiente político que acabou por estimular a organização política dos Verdes. Dentro dos movimentos ecologistas da época, o debate em dar forma ou não a um Partido Verde foi longo e áspero. Em 1986 No
começo de 1986, um grupo composto por escritores, jornalistas,
ecologistas, artistas e também por ex-exilados políticos
começou a dar forma ao PV. As circunstâncias políticas
da época eram muito positivas, levadas por influência
das idéias ecologistas e alternativas que vinham da Europa,
especialmente dos Verdes da Alemanha Ocidental. A reação foi dura e a candidatura Verde recebeu oposição forte através da mídia conservadora, especialmente na questão da descriminalização da maconha. A campanha teve seus momentos espetaculares, como por exemplo, o contingente de 100 mil pessoas no memorável abraço ecológico à Lagoa Rodrigo de Freitas. Naquela eleição, o candidato do PV obteve 7,8% dos votos e ficou em terceiro lugar. Os verdes elegeram também seu primeiro deputado estadual (RJ). Em 1987 Após as eleições de 1986, o Partido Verde expandiu para outras regiões. Em 1987, foi organizado em São Paulo e Minas Gerais e deu seus primeiros passos para o norte e nordeste. Foi naquela época também que tiveram de enfrentar problemas de ordem interna. Os verdes funcionavam bem como um movimento, fazendo ações diretas, criando fatos de impacto, etc. Mas quando veio a necessidade de montar as estruturas estáveis, formais e regulares, necessárias para organização do partido, a situação ficou difícil. Em 1988 Um dos maiores problemas foi legalizar o PV, dado ao fato das dificuldades impostas pela legislação eleitoral vigente. No começo de 1988 o partido obteve seu registro legal provisório e participou das eleições municipais. Nestas eleições, Os Verdes elegeram 20 vereadores, distribuídos entre os estados de Rio de Janeiro, São Paulo, Santa Catarina e Paraíba. Foi em 1988 que o partido expandiu para outras regiões do país, especialmente na região da Amazônia, onde os Verdes tinham como aliado o líder dos seringueiros, Chico Mendes. Ele sempre esteve muito próximo do PV, que vivenciou seu esforço incondicional. Chico Mendes participou, como observador, em diversas reuniões e convenções e discutia a possibilidade de filiar-se ao PV e disputar uma vaga para deputado no estado no Acre na eleição de 1990. Foi morto em 1988. O crime tomou a atenção de todo o planeta. Internamente, inflamou uma polêmica feroz que confrontava os ecologistas e os resquícios da ditadura militar, que ainda se mantinham vivos, na administração do então presidente da republica. Em
1989 Com
apenas 15 segundos de tempo na tevê, sem nenhuma estrutura
financeira, a campanha presidencial Verde teve pouco impacto e eficácia
perante o eleitorado, mesmo porque, a maioria habitual dos eleitores
Verdes, decidiu pelo voto útil, beneficiando outros candidatos
como Lula, Leonel Brizola e Mário Covas, que tentavam assegurar
presença no segundo turno contra o então candidato,
Fernando Collor. Os Verdes obtiveram neste pleito, menos do que
1% dos votos. No segundo turno apoiaram a campanha da esquerda (PT),
derrotada por uma margem estreita de votos. As perspectivas para as eleições de 1990 eram promissoras. Os Verdes esperavam eleger pelo menos cinco deputados federais e dez deputados estaduais. Alguns artistas filiaram-se ao PV. Mas em maio 1990 Os Verdes sofreram um brutal e fatídico golpe, provindo da Justiça eleitoral, que recusou conceder o registro provisório ao partido. Diversos outros partidos tinham obtido este tipo de renovação antes, mas os juízes decidiram de outra maneira e os Verdes foram proibidos de existir, legalmente. Este episódio, decisivamente, impediu o crescimento dos Verdes, como era esperado. Ainda em 1990, impedido mais uma vez de usar sua própria legenda, o PV carioca filiou um de seus ativistas ao PDT e conseguiu, pela primeira vez, eleger um deputado federal (33 mil votos). Em 1992 Durante
a conferência de UNCED RIO-92 o PV brasileiro promoveu a primeira
reunião planetária dos Verdes. Foi a primeira vez
que os Verdes de todo o planeta se encontraram para trocar experiências. Em 1993 Em 30 de setembro de 1993, o Partido Verde obteve seu registro definitivo junto à Justiça Eleitoral Brasileira. Em 1994 Nas
eleições presidenciais de 1994, o PV apoiou o candidato
derrotado (PT). Elegeu um deputado no Parlamento (PV-RJ). Também
elegeu três deputados estaduais; um em Minas, um na Paraíba
e um em São Paulo. Nas eleições municipais de outubro de 1996, o PV elegeu 13 prefeitos em pequenas cidades dos Estados de São Paulo, Rio de Janeiro, Maranhão, Pernambuco, Mato Grosso do Sul e Minas Gerais; 189 vereadores distribuídos em 15 estados da federação. Em dois municípios de São Paulo, os prefeitos Verdes fizeram seus sucessores. A maior cidade com uma administração Verde, até então, passara a ser Rio Claro, no Estado de São Paulo, com uma população de 160 mil habitantes, e posteriormente, Guarulhos (1998), também no Estado de São Paulo, com uma população 1,1 milhão de habitantes (o vice-prefeito (PV) assumiu o cargo deixado pelo prefeito em exercício). Em
1997 A situação política nacional dava com folga uma vitória fácil para a reeleição do presidente em exercício. A terceira tentativa do candidato do PT, no sentido de conduzir uma aliança das esquerdas foi duramente criticada e acusada de ser mais um manobra para manter a hegemonia do seu partido (PT), do que para ganhar realmente as eleições. Depois
que as negociações políticas de alianças
com os partidos se esgotaram, mais uma vez, os Verdes decidiram
apresentar candidatura própria à Presidência
da Republica. Desenvolveu-se uma campanha pequena, de três
meses, sem financiamento, que serviu mais para ajudar a promover
o programa e as agendas do PV. O
Partido Verde teve um crescimento substancial de votos nas eleições
municipais de 2000 -aproximadamente 1,8 milhões- na somatória
entre os votos de legenda, para prefeito e vereadores. Em números
de votos válidos os Verdes ficaram com a 13º colocação
entre os 30 partidos existentes. Mas, ainda continuaram discretos
nos números de prefeituras e vereadores. Elegeram novamente
13 prefeitos e elevaram suas cadeiras nos parlamentos municipais
para 315 vereadores. Tivemos por 120 dias uma cadeira no Senado
através do suplente (PV-AC).
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